Resposta breve: o modo de concentração Mac trata de uma coisa só — notificações. A Apple é explícita: "Quando tem de se concentrar na tarefa e reduzir as distrações, use Concentração. Pode usar um modo de concentração para pausar ou silenciar todas as notificações ou permitir que sejam apresentadas apenas determinadas notificações." Liga na central de controlo ou em Definições do Sistema > Concentração, admite até dez modos e pode arrancar sozinho a uma hora, num local ou com uma aplicação. O que fica de fora é tudo o que já está aberto: percorrida linha a linha, a tabela de opções de Concentração não tem uma única entrada sobre janelas, brilho ou aspeto do ecrã. Essa metade pertence a outra categoria de ferramenta — a que baixa o que rodeia a janela em uso, como o Spotlight do PGari Glowee em ⌃ ⌥ ⌘ S.
Procurou "modo foco" e chegou aqui: é a mesma coisa. A Apple traduziu a funcionalidade como Concentração em português europeu e como Foco em português do Brasil, e por isso os resultados de pesquisa misturam as duas palavras sem distinguir país. Na barra lateral das Definições do Sistema de um Mac configurado em Portugal, a palavra que vai encontrar é Concentração.
Vem instalada e é gratuita. A documentação da Apple descreve-a assim:
Faz-se pelo mesmo sítio e com o mesmo gesto: central de controlo, secção "Concentração", clique no modo que está ativo — e, nas palavras da Apple, "o ícone já não está realçado na lista". Com o ícone fixado na barra de menus, um clique nele chega. E o "Não incomodar" sai como entrou: Opção mais clique na data e hora.
E é aqui que a expectativa se desencontra da funcionalidade. Estas são todas as definições que a tabela da Apple oferece: lista de modos, Adicionar modo, Partilhar entre dispositivos, Estado do modo, nome/cor/ícone, Gestão inteligente e silenciamento, Pessoas permitidas, Aplicações permitidas, Definir um horário, Filtros de modo de concentração, Apagar modo. Onze entradas, zero sobre o aspeto das janelas.
É coerente com o que a funcionalidade é: um filtro à porta. O que chega é filtrado; o que já entrou fica exatamente onde estava. E o que já entrou costuma ser a parte pesada — oito janelas sobrepostas, a conversa a piscar a um canto, catorze separadores abertos atrás do documento.
Para esse terreno o sistema só tem instrumentos de remoção:
Qualquer um dos três serve quando uma janela basta para a tarefa. Nenhum serve quando precisa das outras à vista ao mesmo tempo.
A função chama-se Spotlight e vive numa aplicação de barra de menus. Baixa tudo à volta da janela em uso e deixa-a onde estava, em três posições — Off, Soft, Strong — conforme a desarrumação do momento. Liga e desliga com ⌃ ⌥ ⌘ S a partir de qualquer aplicação, e regressa no nível que ficou. Ao clicar noutra janela a luz vai atrás: a escolha é da janela da frente, nunca de um menu.
Não depende de painel nenhum — é escurecimento simples, e corre em qualquer monitor de Mac, XDR ou não, interno ou externo.
Num ecrã XDR há ainda uma segunda camada. Pondo o Boost Area em Active Window, a janela em uso deixa de estar apenas realçada e passa a estar acima do que o nivelador consegue pedir, por um fator de 1,20, 1,38 ou 1,50 conforme o nível, sempre dentro da margem do painel. Os valores modelo a modelo estão no guia do brilho máximo do MacBook Pro.
Não competem — completam-se, porque atacam lados opostos do mesmo problema. A Concentração cala o que ainda vai chegar; o Spotlight baixa o que já chegou e ficou. Um modo "Trabalhar" com o Spotlight em Strong fecha as duas portas, e cada uma custa um gesto: central de controlo numa, ⌃ ⌥ ⌘ S na outra.
Vale a pena dizê-lo com todas as letras, porque "aplicação de concentração" significa coisas muito diferentes:
Para quem abre o navegador sem dar por isso, a resposta está noutro lado. Para quem perde a janela certa entre as outras, está aqui.
O "Não incomodar" é um dos modos e, pela documentação da Apple, "está sempre disponível". Todos os outros são adicionados ou criados por si.
Pela central de controlo, na barra de menus: secção "Concentração" e o modo pretendido. As definições completas vivem em Definições do Sistema > Concentração.
Mesmo sítio, clique no modo que está ativo. Para o "Não incomodar" há o caminho curto: Opção premida e clique na data e hora da barra de menus.
Pausa e silencia notificações — ou deixa passar apenas as de pessoas e aplicações autorizadas — e pode arrancar sozinho a uma hora, num local ou com uma aplicação específica. Se quiser, o estado é partilhado com os seus contactos.
Não escurece nada. Nenhuma das suas opções toca em janelas. Para isso é preciso uma aplicação de escurecimento — veja escurecer janelas no Mac.
Cuidado com a coincidência de nomes. No macOS, Spotlight é a pesquisa do sistema. No Glowee, é a função que baixa tudo à volta da sua janela. Nada têm em comum além do nome, e esta página fala da segunda.
Comece por identificar o que o interrompe. Notificações resolvem-se com a Concentração, que já vem instalada. Um site aberto por reflexo pede um bloqueador. Um ecrã com janelas a mais pede escurecimento. Se chegou aqui pelo lado do TDAH — PHDA, na designação clínica usada em Portugal —, leia primeiro o que uma ferramenta de ecrã pode e não pode fazer.
O Glowee é gratuito durante 7 dias, com tudo desbloqueado e sem conta. Depois é uma compra única — um Mac, ou três Macs com uma só chave — com 30 dias para reembolso.
O PGari Glowee é uma aplicação de barra de menus, com menos de 2 MB, para macOS 13 ou posterior em Apple silicon e Intel. Não instala extensões de kernel nem processos em segundo plano; feche a aplicação e o monitor volta ao normal.